Sunday, April 26, 2015

Novos desafios ao conhecimento e compreensão humanos

Da arqueologia à robótica

Programa que busca produzir conhecimento novo a partir de gigantescos volumes de dados seleciona seus primeiros projetos
FABRÍCIO MARQUES | ED. 227 | JANEIRO 2015



A Revolução das grandes processadoras e o desenvolvimento da codificação levam a humanidade a ter uma base analitica de dados para prever o futuro. Acreditamos na melhoria do mundo com as novas possibilidades que a computação oferece.



Quatro projetos vinculados a áreas tão diversas como robótica, arqueologia digital, observação da Terra e agrometeorologia foram selecionados na primeira chamada do Programa FAPESP de Pesquisa em eScience. A iniciativa, lançada em 2013, busca encorajar abordagens novas, ousadas e não convencionais para pesquisa de ponta, sempre envolvendo o trabalho multidisciplinar de cientistas da computação e pesquisadores de outras áreas. Uma das propostas contempladas busca municiar o Brasil com um sistema de informação sobre o uso da terra. Liderado por Gilberto Câmara Neto, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o projeto temático e-Sensing: Análise de grandes volumes de dados de observação da Terra para informação de mudanças de uso e cobertura da terra vai articular equipes do Inpe que trabalham com sensoriamento remoto, agricultura, monitoramento de florestas, bancos de dados e geoinformática.
  Os satélites de observação da Terra são a única fonte de dados que fornece um conjunto contínuo e consistente de informações sobre nosso planeta. Os dados desses satélites estão disponíveis, sem custos, em repositórios de agências espaciais e centros de pesquisa, como o Inpe e a Nasa. Embora os satélites produzam grandes quantidades de dados, só uma pequena parte é efetivamente usada para a pesquisa e aplicações operacionais. A grande maioria dos métodos usados pelos cientistas de observação da Terra é incapaz de lidar com grandes conjuntos de dados. Para enfrentar esse desafio, o projeto e-Sensing vai desenvolver um tipo novo de plataforma de conhecimento para tratar da observação da Terra.

“É um projeto interdisciplinar, que combina competência em computação e em várias outras áreas”, diz Câmara, coordenador da equipe de pesquisa e desenvolvimento em geoinformática e modelagem ambiental do Inpe. “Queremos desenvolver métodos que permitam explorar quantidades massivas de dados para detecção de desmatamento, de mudança do uso da terra, de expansão da agricultura”, afirma. Ele observa que o Brasil é carente de informações sobre uso da terra. “Temos bons sistemas de monitoramento do desmatamento na Amazônia e de mapeamento da área cultivada por cana-de-açúcar no Centro-Sul. No entanto, o Brasil não tem hoje a capacidade de produzir informações atualizadas sobre o uso da terra no nosso território. Faltam-nos informações sobre biomas importantes como cerrado, caatinga e pampa. Muita coisa só se torna conhecida pelo Censo Agropecuário, que acontece a cada 10 anos”, afirma.
As metodologias poderão ter aplicações no gerenciamento de outros dados científicos. “O desafio de organizar e extrair informações de uma massa de dados gigantesca e gerada numa velocidade monstruosa é comum a vários campos do conhecimento, como a astronomia, a genética e a bioinformática”, diz Câmara. No caso das imagens de satélites, a mudança é extraordinária. “Há 10 anos, o Inpe vendia uma imagem de satélite a R$ 2 mil. Hoje, fornece milhares de imagens gratuitamente. O desafio é levar o cientista até os arquivos em vez de levar os arquivos até o cientista. E criar um ambiente virtual em que seja possível organizar e analisar essas informações.”
© WILSON DIAS / AGÊNCIA BRASIL
… e mudanças no uso da terra na Amazônia: desafio de trabalhar com quantidades massivas de informação
O termo eScience resume o desafio de pesquisa conjunta em computação e outras áreas do conhecimento, para organizar, classificar, visualizar e facilitar o acesso ao gigantesco volume de dados constantemente gerados em todos os campos de pesquisa, a fim de obter novos conhecimentos e fazer análises abrangentes e originais. Por isso, eScience muitas vezes é considerado sinônimo de data intensive science, ou seja, a ciência desenvolvida a partir da exploração de grande volume de dados. O programa lançado pela FAPESP busca integrar grupos envolvidos com pesquisas em computação com cientistas de outros grupos, das ciências agrárias às sociais. Os aspectos computacionais se distribuem em um amplo espectro, desde interfaces e algoritmos até modelagem computacional e infraestrutura de dados. “Ficamos satisfeitos com o resultado da primeira chamada por causa da abrangência e da qualidade dos projetos, tanto dos que foram submetidos como dos aceitos”, afirma Claudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coordenadora-adjunta de programas especiais da FAPESP e coordenadora do programa eScience.

Vinte e cinco propostas foram inscritas na chamada, número expressivo para um programa recém-lançado. O processo de seleção foi complexo. Cada projeto foi avaliado por pelo menos dois especialistas – um para analisar o caráter inovador da proposta no campo da ciência da computação e o segundo para fazer a mesma análise, mas em relação à contribuição na outra área do conhecimento envolvida. Só com uma dupla recomendação é que os projetos foram aprovados. “O que ocorreu com alguma frequência é que o projeto era recomendado por um dos assessores, mas não pelo outro”, diz Claudia Medeiros. Em algumas situações, em projetos envolvendo várias áreas do conhecimento, foram necessárias consultas a até quatro assessores para assegurar uma avaliação equilibrada. “Mobilizamos assessores da Europa, da América do Norte, da Ásia e até da Austrália.” Uma novidade do edital foi a exigência de apresentação de um Data Management Plan, que descreve como cada projeto pretende gerenciar, proteger, preservar e tornar públicos os dados gerados. “O objetivo é permitir a reutilização dos dados por outros pesquisadores, além de garantir que os resultados de um trabalho científico baseado naqueles dados sejam reproduzidos de modo transparente por outros interessados”, diz Claudia Medeiros.
© ORAN VIRIYINCY / WIKIMEDIA
Câmeras para orientar veículos autônomos…
Realidade virtual
Outra proposta contemplada busca combinar arqueologia e computação. Liderada por Marcelo Knörich Zuffo, professor e pesquisador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas da Escola Politécnica da USP, o projeto CiberArqueologia – Realidade virtual e eScience ao encontro da arqueologia envolve parceiros brasileiros e internacionais das áreas de engenharia, computação e arqueologia e se propõe a aplicar técnicas digitais para exploração de escavações arqueológicas, utilizando computação em nuvem para armazenar grandes volumes de dados. A principal meta é escanear sítios arqueológicos, transformando-os em imagens tridimensionais por meio de câmeras de alta resolução, scanner 3D e até um veículo aéreo não tripulado (vant), conhecido como drone. “A escavação de um sítio arqueológico é essencialmente uma análise destrutível. Quando escavamos, ele é destruído. Escanear progressivamente a escavação gera um grande volume de dados, da ordem de terabytes por sítio. Nosso objetivo é criar ferramentas interativas de realidade virtual que permitam estudar os sítios em ambientes imersivos e analisar aspectos que nem sempre são perceptíveis no estudo presencial”, diz Zuffo. A iniciativa prevê uma parceria com dois pesquisadores da Universidade Duke, Maurizio Forte e Regis Kopper, responsáveis pelo escaneamento do sítio Çatalhöyük, na Turquia. Também envolve pesquisadores da Escola Politécnica e do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, como Maria Isabel D’Agostino Fleming e Astolfo Araújo. “Há desafios importantes. Não é trivial fazer o processamento tridimensional utilizando a computação em nuvem”, diz Zuffo.
Validação
Já no projeto Sistema de referência de atitude, orientação e posição baseado em filtro de Kalman robusto implementado em FPGA, a ambição é criar sensores de baixo custo que ajudem a monitorar o posicionamento de veículos em movimento. O projeto prevê a especificação de novos algoritmos, com base numa técnica matemática criada em 1960 pelo húngaro Rudolf Kalman. A validação dos sensores será feita num caminhão que se movimente de forma autônoma, sem motorista. A expectativa é de que a pesquisa gere uma patente. “Dispomos de técnicas chamadas filtros robustos para melhorar o desempenho desses sensores. Conseguimos baratear os custos dessas unidades com algoritmos criados para esse fim”, diz Marco Henrique Terra, professor da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, líder do projeto. A criação dos sensores envolve um desafio no gerenciamento de dados porque o monitoramento de um caminhão em movimento exige administrar uma grande quantidade de informações. “É preciso captar a posição do veículo, ter em conta a distância que ele deve manter dos obstáculos fixos ou móveis ao seu redor, definir para onde ele vai e processar tudo isso para tomar uma decisão apropriada. A quantidade de dados envolvidos para reproduzir uma situação real, em que o veículo saia de um lugar e vá para outro, é de grande complexidade”, explica Terra. Cinco professores da USP e um da Universidade Federal de São Carlos estão envolvidos na iniciativa. Parte deles participou de um projeto que criou um protótipo de carro robótico autônomo (ver Pesquisa FAPESP nº 213). Os sensores para caminhões são mais complexos.
© NEIDE MAKIKO FURUKAWA / EMBRAPA

Sunday, January 18, 2015

o big data é uma revolução analitica e de produto



Avalanche de dados

O avanço da eScience impacta o modo tradicional de fazer ciência
YURI VASCONCELOS | Edição 225 - Novembro de 2014








Foi-se o tempo em que o problema dos cientistas era a dificuldade em obter dados para dar andamento às suas pesquisas. Em muitas áreas do conhecimento, os recentes avanços na área da tecnologia da informação, com a democratização da informática, a ampliação de redes computacionais e a multiplicação das fontes de informação, tiveram como efeito direto uma produção intensiva de dados. Isso ocorre em campos tão distintos quanto a astronomia, inundada diariamente por milhares de imagens e informações de corpos celestes captados por potentes telescópios, a biologia molecular, beneficiada pelo surgimento de máquinas de sequenciamento genético de alto desempenho, e a ecologia, favorecida por uma série de tecnologias e sensores capazes de documentar com precisão as transformações pelas quais passam os diferentes biomas. Tudo isso leva os pesquisadores a se depararem com um novo problema: como fazer para processar, elaborar e visualizar a avalanche de dados adquiridos pelos mais diversos meios. Para dar uma resposta a esse dilema, um novo ramo da ciência tem ganhado cada vez mais importância, a eScience, que recorre a modelos matemáticos e ferramentas computacionais para analisar informações e acelerar a pesquisa em outros domínios do conhecimento.

“A ideia de conectar a prática científica tradicional com o acesso, o uso e o processamento de grandes quantidades de dados vai modificar a maneira como fazemos ciência e aumentar sua potencialidade. A FAPESP está na vanguarda desse processo e, no final do ano passado, lançou o Programa eScience”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação, durante o Microsoft eScience Workshop 2014, realizado entre os dias 20 e 22 de outubro no Guarujá, no litoral paulista. O objetivo do programa é organizar ou integrar grupos envolvidos na pesquisa sobre algoritmos, modelagem computacional e infraestrutura de dados com equipes de cientistas que atuam em outras áreas do conhecimento, como biologia, ciências sociais, medicina e humanidades.

Desafio mundial
“Uma das principais barreiras que vamos enfrentar talvez seja a dificuldade de comunicação entre os cientistas das equipes necessárias para fazer ciência dessa maneira, fortemente baseada em dados ou em grandes quantidades de dados. Isso requer uma comunicação muito efetiva entre pesquisadores da área de ciência da computação e cientistas de outros domínios. É um desafio no Brasil e em qualquer lugar”, disse Brito. O diretor científico da FAPESP foi um dos conferencistas da mesa-redonda “A importância estratégica da eScience”, que também contou com a presença dos cientistas Jason Rhody, diretor sênior do Office of Digital Humanities da National Endowment for the Humanities, e Chris Mentzel, diretor da Gordon and Betty Moore Foundation, duas organizações norte-americanas que mantêm programas de apoio à ciência.

“Atualmente, todos os campos da pesquisa são afetados pela escala moderna de produção de dados”, disse Mentzel, destacando a importância dos chamados data scientists – ou cientistas de dados –, denominação dada aos profissionais que se debruçam sobre o grande volume de dados gerados pelas pesquisas para, a partir dele, produzir novos conhecimentos. “Eles são pesquisadores que trabalham entre as disciplinas. São fazedores de pontes”, disse. Na Gordon and Betty Moore Foundation, Mentzel está à frente de um programa com orçamento de US$ 60 milhões voltado a incentivar iniciativas na área de eScience. Para Rhody, os cientistas estão encarando uma mudança de paradigma. “Estamos passando de uma cultura de escassez para uma cultura de abundância de dados.”


Cunhado em 1999 pelo diretor do Gabinete de Ciência e Tecnologia do Reino Unido, John Taylor, o termo eScience recebe outras denominações, como ciência orientada por dados (data-driven science) e computação fortemente orientada por dados (data-intensive computing). Alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra, já têm programas apoiados pelo governo voltados ao desenvolvimento dessa nova área científica. Aqui no Brasil vale destacar o Núcleo de Pesquisa em eScience da Universidade de São Paulo (USP), institucionalizado em 2012. Coordenado pelo professor Roberto Marcondes Cesar Junior, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e um dos coordenadores adjuntos da área de ciências exatas e engenharias da Diretoria Científica da FAPESP, o núcleo é integrado por 20 pesquisadores.

O Microsoft eScience Workshop 2014 foi realizado em paralelo à 10ª Conferência Internacional IEEE em eScience, organizada pela Computer Society do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), entidade criada nos Estados Unidos por engenheiros eletricistas e eletrônicos. Durante o evento, foi promovido um painel com pesquisadores contemplados com bolsas do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research, que conectam as aplicações da ciência da computação aos desafios da ciência básica em áreas relacionadas às mudanças climáticas e outras disciplinas associadas ao ambiente. Um dos trabalhos apresentados explora soluções inovadoras para o monitoramento de plantas nos trópicos, combinando pesquisa em ciência da computação e fenologia. Um dos ramos mais antigos da ciência, a fenologia é uma área da ecologia que se debruça sobre os fenômenos cíclicos de plantas, como o aparecimento de folhas, botões, flores e frutos, e sua relação com as condições ambientais.

Coordenado pela professora Leonor Patricia Morellato, do Laboratório de Fenologia do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro (SP), o projeto prevê a combinação de tecnologias para monitorar as alterações sofridas ao longo do tempo por vegetações nativas de cerrado, de floresta atlântica, campos rupestres e até caatinga. A área central da pesquisa é em Itirapina, no interior de São Paulo. “Além da observação direta das plantas no solo, instalamos uma câmera no topo de uma torre a 18 metros do solo para fotografar diariamente a vegetação e uma estação meteorológica. Também vamos contar com um veículo aéreo não tripulado (vant) equipado com um sensor hiperespectral e uma câmera para adicionar uma escala espacial à coleta de dados”, diz a pesquisadora. Com elevada resolução espacial, os sensores hiperespectrais podem fornecer detalhes sobre as características físico-químicas e respostas fisiológicas das plantas imageadas. Para Patricia, a fenologia é uma das melhores ferramentas para entender os efeitos das mudanças climáticas nas plantas. “Isso já está estabelecido em regiões temperadas, onde o gatilho da fenologia é a temperatura ambiental e a duração do dia. Mas pouco sabemos sobre o que ocorre nas vegetações tropicais. Com os dados das câmeras e do sensor hiperespectral, queremos definir quais são os gatilhos da fenologia nos trópicos, ou seja, o que faz com que surjam, em determinados momentos, flores, frutos e folhas nas plantas”, diz ela.


Analisar imagens

De acordo com Patricia, sem o auxílio de pesquisadores e recursos da ciência da computação seria impossível realizar a pesquisa. “O volume de dados que vamos coletar é gigantesco. Apenas uma câmera digital registra 60 fotos por dia. Temos 11 câmeras monitorando seis tipos de vegetação e precisamos observar a evolução durante, pelo menos, uma estação de crescimento para depois relacionar com o clima. Depois, é preciso processar e analisar todos as imagens, o que seria impossível fazer com uma planilha eletrônica simples. É preciso apoio para trabalhar com esse big data. Para isso uma mestranda criou um banco de dados especialmente para o projeto e um pós-doc trabalhou em um software para visualização e organização das imagens.”A pesquisa da professora da Unesp conta com a colaboração do cientista Ricardo Silva Torres, diretor do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também contemplado com um projeto no âmbito do acordo FAPESP-Microsoft Research. Ele está à frente de um estudo cujo objetivo é desenvolver novas técnicas analíticas e ferramentas computacionais para o processamento de imagens de sensoriamento remoto a fim de analisar a dinâmica de alguns biomas em escalas regionais e continentais. O foco do trabalho, feito em parceria com a professora Marina Hirota, do Departamento de Física da Universidade de Santa Catarina (UFSC), são os biomas tropicais sul-americanos.
Outro trabalho apresentado no evento do Guarujá é liderado pelo ecólogo da Unicamp Rafael Silva Oliveira, que trabalha em parceria com os pesquisadores Antonio Alfredo Ferreira Loureiro, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Stephen Burgess, da University of Western Australia. “Nosso estudo tem como meta investigar a dinâmica de água e carbono em florestas nebulares, pastagens e na área de transição entre elas”, diz Oliveira. Florestas nebulares são encontradas no alto das montanhas tropicais. “Queremos entender como processos-chave, como absorção e estoque de carbono, transpiração das árvores e captação de água da neblina pela vegetação, são afetados por mudanças no uso da terra e por variações do clima.”
Os estudos de campo ocorrem em uma região de floresta na serra da Mantiqueira, na região de Campos do Jordão, no interior paulista. Segundo Oliveira, está sendo implementada no lugar uma rede de sensores sem fio para monitorar, em três camadas do ecossistema (atmosfera, vegetação e solo), parâmetros microclimáticos de metabolismo da vegetação e de dinâmica da água no solo. “Esses dados poderão melhorar a predição dos impactos ambientais gerados por mudanças no uso da terra e, ao mesmo tempo, possibilitarão o desenvolvimento de modelos hidrológicos e de circulação biosfera-atmosfera com melhor capacidade preditiva”, explica Oliveira.

Projetos
1. Towards an understanding of tipping points within tropical South American biomes (
nº 2013/50169-1); Modalidade Programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite) e Acordo FAPESP-Microsoft; Pesquisador responsável Ricardo da Silva Torres (Unicamp); Investimento R$ 384.838,38 (FAPESP).
2. Combining new technologies to monitor phenology from leaves to ecosystems (
n º 2013/50155-0); Modalidade Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais – Programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite) e Acordo FAPESP-Microsoft; Pesquisadora responsável Leonor Patrícia Cerdeira Morellato (Unesp); Investimento R$ 1.115.752,48 e US$ 535.902,72 (FAPESP).
3. Interações entre solo-vegetação-atmosfera em uma paisagem tropical em transformação (
nº 2011/52072-0); Modalidade Programa Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite) e Acordo FAPESP-Microsoft; Pesquisador responsável Rafael Silva Oliveira (Unicamp); Investimento R$ 644.800,74 e US$ 663.429,82 (FAPESP).

Saturday, November 29, 2014

leitura e boa informação



Veja como acessar conteúdo nacional e estrangeiro em endereços com acesso gratuito e acervo valioso


Thinkstock/Getty Images


Só quem nasceu antes da internet - e não faz tanto tempo assim, já que a rede ganhou popularidades nos anos 2000 - sabe como era o mundo antes que o conhecimento estivesse à distância de um clique.
Para fazer uma simples pesquisa sobre D. Pedro 2º para a aula de história, por exemplo, era preciso ir à biblioteca, encontrar a seção destinada ao tema, olhar sumário por sumários dos livros e, após isso, selecionar qual conteúdo seria adequado.

Hoje, tanto a biografia de D. Pedro 2º como os livros de Sheakspeare ou raridades estão acessíveis sem custo algum na rede. Selecionamos dez endereços digitais com acervo digital gratuito. Veja:

Projeto Gutenberg
É a mais antiga biblioteca digital do mundo, tendo sido criada em 1971 por um estudante da Universidade de Illinois (EUA). Trata-se de um projeto colaborativo, desenvolvido com a ajuda de voluntários em todo o mundo, que reúne obras em domínio público digitalizadas, para serem “baixadas” gratuitamente. A maior parte do acervo é composta por livros de literatura, mas outros tipos de obras também estão presentes (como livros de referência e periódicos). Há obras em diversas línguas, inclusive o português. Há também uma versão da página em português.

Many Books
Oferece livros que são de domínio público ou que tiveram seus direitos cedidos pelos detentores legais para que fossem disponibilizados no site. Há desde os livros clássicos (como Shakespeare) até os mais contemporâneos. Em diversas línguas, inclusive o português.

Ferramentas garimpadas podem ajudar na preparação dos estudantes e na fixação dos conhecimentos [para acessá-los basta copiar e colar link no navegador].

Biblioteca Digital Mundial
O projeto é fruto da colaboração entre a Biblioteca do Congresso dos EUA, a UNESCO e parceiros por todo o mundo. Foi lançado em 2009 e visa incluir acervos de todo o mundo. Podem ser incluídos, manuscritos, mapas, livros raros, partituras, gravações, filmes, gravuras, fotografias e desenhos arquitetônicos, entre outros.
Há documentos, por exemplo, que datam de séculos a.C. Pode-se fazer uma pesquisa por período, lugar, tema, tipo de item e instituição contribuinte. Qualquer biblioteca, museu, arquivo ou outra instituição cultural que tenha conteúdo histórico e cultural interessante poderá participar. Utiliza plataforma em diversos idiomas.

Brasiliana USP
Esta biblioteca digital é fruto da doação do acervo pessoal do bibliógrafo José Mindlin e sua esposa Guita para a Universidade de São Paulo, que também está materializada na forma de uma biblioteca localizada no campus da USP. Há livros, mapas e imagens em domínio público. Em português.

Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais
Reúne e disponibiliza a íntegra digitalizada de livros considerados raros (levando em conta o valor histórico, a antiguidade e a não existência de outras impressões ou edições), e que estão localizados nas unidades da Universidade de São Paulo.

Biblioteca Digital do Museu Nacional
Disponibiliza itens do acervo de obras raras da Biblioteca do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essas coleções formam um patrimônio de referência nas áreas de ciências naturais e antropológicas. Os arquivos podem ser baixados através desta página e suas versões em altíssima resolução estão disponíveis para acesso em terminais da instituição.

Biblioteca Virtual da América Latina
Desenvolvida pela Fundação Memorial da América Latina, localizada na cidade de São Paulo, com apoios da FAPESP, tem como objetivo disseminar informação e conhecimento sobre a América Latina, nos aspectos das humanidades, ciências e artes produzidos pelo Memorial da América Latina.

Biblioteca Virtual de Direitos Humanos da USP
Criada pela Comissão de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo. Oferece acesso a materiais relativos à defesa e à promoção dos Direitos Humanos no Brasil. São abrangidos textos de Direitos Humanos elaborados, aprovados e proclamados pelos organismos internacionais e ratificados pelo governo brasileiro, todos em português.

Biblioteca do IBGE
A Biblioteca do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE possui um vasto acervo de monografias, mapas, publicações, fotografias, cartazes e demais conteúdos relacionados à documentação territorial do Brasil, assim como a própria produção da instituição.
Em Periódicos RBG e RBE, pode-se acessar o conteúdo das duas revistas publicados pelo IBGE: a Revista Brasileira de Geografia (de 1939 a 1995) e a Revista Brasileira de Estatística (de 1940 a 2000).

Projeto Livro Falado
Proporciona o acesso às obras por pessoas com deficiência visual. O acervo conta com livros em formato de áudio do Ziraldo, João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado, Pedro Bandeira, Sylvia Orthof, Sonia Junqueira e outros autores.